Palavra da Redatora - Nesse mundo tão diverso em que vivemos, a expressão 'gestão profissional' pode significar mais do que parece e poderemos observar isso a cada dia através da possibilidade de obter informações através da internet. As 'informações' nos permitem criar comparações assim: - Se Lance Armstrong tivesse nascido no Brasil, talvez hoje estivesse entregando pizza. Tudo pode se resumir a uma questão de 'gestão profissional'.

domingo, 18 de janeiro de 2009

- Chamorro é BRASILEÑO

São Paulo/SP - 18/01/09 - domingo

Chamorro se naturaliza brasileiro
e assina com a SCOTT

Por Felipe Vilasanchez

Francisco Chamorro, o mais novo contratado da Scott fala ao Prólogo sobre a naturalização como brasileiro, sua adaptação em nosso país, a mudança de equipe e a dobradinha com Nilceu:
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Após competir, aos 19 anos, pela equipe aspirante espanhola Alcosto, da profissional Relax Fuenlabrada, o ciclista argentino Francisco Chamorro foi convidado para participar da equipe Caloi/ Extra/ Suzano (atual Flying Horse/ Caloi/ Suzano) aos 20 anos. Desde então, o ciclista, que está se naturalizando brasileiro, vem construindo uma sólida carreira como sprinter, tendo entrado para a Scott/ Marcondes César/ Shimano/ São José dos Campos no dia 1º de janeiro, depois de quatro anos na Sundown.
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Prólogo – Como você começou a competir no Brasil?
Chamorro - Eu cheguei em 2002, convidado pela Confederação Brasileira de Ciclismo para participar do Torneio de Verão. Mas nessa época eu corria pela equipe Alcosto, da Espanha, e recebi uma proposta da equipe Caloi/ Extra/ Suzano. Achei a proposta interessante e entrei para a equipe.
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Prólogo – E como foi começar a correr aqui?
Chamorro – Quando eu cheguei aqui, eu terminava a corrida e pulava na praia. Queria terminar a prova para ir para a praia. Lembro-me de uma corrida que eu caí, aí minha bicicleta quebrou, carreguei ela nas costas e encostei no carro da equipe, larguei a corrida e fui para a praia.
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Prólogo – Por que você decidiu se naturalizar brasileiro?
Chamorro - Minha esposa é brasileira,então tenho que tomar jeito né. Mas eu decidi pela naturalização por que eu vivo mais, vou só duas vezes por ano para a Argentina visitar minha família e fazer uma ou outra preparação, mas eu gosto muito do Brasil, então decidi ficar aqui. E no Brasil o ciclismo está evoluindo muito. Tem empresas que apóiam bastante o esporte, e esse foi outro motivo que me fez escolher o Brasil. Espero que o ciclismo aqui continue crescendo.
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Prólogo – Já está bem adaptado ao país?
Chamorro – Já estou super adaptado.
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Prólogo – Mas no futebol você torce pelo Brasil ou pela Argentina?
Chamorro – No futebol não torço nem pelo Brasil, nem pela Argentina.
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Prólogo – Qual é a principal diferença que você vê entre o ciclismo no Brasil e na Europa?
Chamorro – Acho que na Europa, depois do futebol, vem o ciclismo. É o esporte número dois, e é muito valorizado na Europa. Espero que um dia na América seja a mesma coisa que na Europa. E eu espero que as equipes brasileiras sejam profissionais como na Europa, com muita estrutura.
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Prólogo – Você acha que o ciclismo brasileiro está no caminho certo?
Chamorro – Está indo. Aos poucos, mas está indo.
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Prólogo – Recentemente, você deixou a Sundown e foi para a Scott. Por que você trocou a liderança de uma equipe grande, por uma equipe ainda maior, mas onde você precisa trabalhar para outro ciclista?
Chamorro – Na verdade, a Scott já me chamava há vários anos, mas eu gostava da Sundown. Decidi mudar para ver como é, e também por que o Carlinhos (técnico da Scott) cobriu minha proposta, então não teve jeito, tive que ir embora. E também a Sundown só corre provas aqui no Brasil, e para mim é muito interessante participar de provas na América e Europa, como a Scott participa. Mas a Scott não tem isso de liderança. Quem está melhor vai para a chegada e se dá para fazer uma dobradinha a gente faz, se não dá, um tenta garantir a primeira colocação.
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Prólogo – Na Copa América, você não comemorou a vitória na linha de chegada. Você sabia que tinha ganhado?
Chamorro – Na realidade eu não sabia que o Nilceu estava na minha roda, eu só vi que era ele quando cruzei a chegada, eu achei que ele era outro corredor e por isso continuei pedalando no máximo.
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Prólogo – Por que você não foi para o Tour de San Luis e para o Giro Del Sol?
Chamorro – Eu não fiz uma preparação para o Tour de San Luis, fiz uma preparação específica para a copa da republica e a copa America, que serviu também para o Mundialito. E eu também não fui para o Giro Del Sol por que é muito próximo do Tour de San Luis, só dois dias, então dão prioridade para os atletas que já estão na Argentina.
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Prólogo– De quais provas internacionais você participará neste ano?
Chamorro – Nossa equipe vai participar do Tour de San Luis, e da Volta do Chile, que eu não vou disputar. Minha próxima competição será a Volta do Uruguai, para a qual eu já estou me preparando. Também fomos convidados para participar para o GP de Nova York, em primeiro de maio, para o qual já estamos fazendo nossa preparação.
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Prólogo – O que você espera para essa temporada?
Chamorro – Já comecei com o pé direito, né? Vou continuar trabalhando. Foram apenas duas corridas e tem mais de cem pela frente. Então eu vou seguir treinando e me superando cada vez mais a cada dia, para trazer mais títulos para minha equipe.
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Prólogo – Você pretende voltar a correr na Europa?
Chamorro – Por enquanto, pretendo continuar aqui, mas se tiver uma proposta de outra equipe, não sei o que pode acontecer. E neste ano, as outras equipes ficarão de olho na nossa, e eles podem fazer uma proposta.
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Prólogo – Como é o treinamento da Scott? Vocês treinam todos em São José dos Campos? Ou cada um na cidade onde mora?
Chamorro – Quando a prova é importante, ficamos umas duas semanas concentrados todos juntos, treinando, fazendo treino especifico, e também a cidade fica pertinho de Campos do Jordão, então sempre subimos a serra. E a estrada é legal, não tem poluição, não tem transito. É muito legal.
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Prólogo – Agora que você e o Nilceu estão na mesma equipe, como é a relação de vocês?
Chamorro – As disputas sempre ficavam entre Sundown e Scott, eu e o Nilceu, e agora não tem mais graça, nós dois estamos juntos.
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Fonte - Prólogo

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